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Cuidados

Depois da Aquisição I Coleira, Cabresto, Fucinheira e guia I Para o cãozinho se sentir bem I Transporte I Gaiola especial I Evitar perigos I Local para fazer necessidades I Manejo do Filhote I Higiene I Passeio com ou sem guia I Cama pra cãozinho I O labrador a mesa l Alimentação de um filhote

 


 

Depois da Aquisição

Logo depois de adquirido, o filhote deve ser levado a um médico veterinário, para um exame geral e quando necessário, para lhe ser receitado um vermífugo; iniciado o seu esquema de vacinações e tomada qualquer outra providência.

Como segurar o cãozinho:

Segurar corretamente um cãozinho é importante, para evitar que ele se machuque. Para isso:

1-     Colocamos a nossa mão esquerda virada para cima, apoiando o seu peito;

2-     Com os dedos indicador e polegar, seguramos a sua perna esquerda e, ao mesmo tempo, com os dedos médio e anular, seguramos a sua perna direita;

3-     Com a mão direita, apoiamos o filhote por trás pois, assim, ele fica confortavelmente sentado e bem seguro, sobre ela.

 


 

Coleira, Cabresto, Fucinheira e Guia

No manejo do cão, não podemos dispensar o seu uso, principalmente em treinamos e em logradouros públicos, inclusive quando é apresentado em exposições.

Coleira. Para que melhor se adapte ao pescoço do cão e não o incomode ou machuque e às vezes até o ferindo, ela deve ser macia e para não dificultar os seus movimentos, ela não deve ser larga. Podemos nela colocar uma chapinha com o nome, telefone e endereço do proprietário do cão, para que, se ele fugir ou se perder, possa ser localizado com mais facilidade e mais rapidamente. Existem localizadores automáticos, eletrônicos ou microchips, para serem fixa­dos na coleira do cão ou sob a sua pele e que permitem a sua localização rápi­da e a qualquer instante.

Alguns cães aceitam a coleira, normalmente, com facilidade, enquanto outros a estranham, não a aceitam e ficam tentando arrancá-la do pescoço. Mui­tos deles chegam a ficar desesperados quando percebem que estão com uma coleira presa ao seu pescoço. O mais importante de tudo, no entanto, é que todos os cães acabam se acostumando com ela pois basta, para isso, colocá-la no pescoço do cão e depois deixá-lo livre, com ela, durante 1 ou 2 dias.

Cabresto: É também, muito útil, pois ajuda a conter o cão. Além disso, ele é mais confortável do que a focinheira ou mordaça.

Focinheira ou mordaça: É colocada envolvendo o focinho do cão, impedindo que ele abra a boca e morda alguma pessoa, um cão ou outro animal. Deve ser em forma de cesto, de tamanho adequado ao do focinho do cão e ajustada corre­tamente, para permitir que ele possa respirar, ofegar e latir, normalmente;

Quando está amordaçado, o cão deve receber atenção, normalmente, não ficando sem assistência durante muito tempo.

Enforcador: É apenas uma coleira especial, ou seja, uma pequena corrente com uma argola maior em uma das extremidades e outra de menor diâmetro, e que pode passar por dentro da argola maior, formando um laço escorregadio, que é colocado no pescoço do cão, como uma coleira comum. Ele é preso, também, a uma guia, para que o cão possa ser contido, quando for preciso.

Ele é empregado, principalmente em treinamentos e em cães fortes, grandes, rebeldes, bravos, desobedientes, que saem arrastando as pessoas que o seguram pela guia, quando é presa a uma coleira normal. Com um enforcador, no entanto, o cão é obrigado a parar porque, quanto mais força faz, mais ele vai apertando o seu pescoço. O cão começa, então, a tossir e a se engasgar, porque vai, realmente, ficando enforcado, o que o obriga a parar.

Guia: Para o cão se acostumar com ela, basta prendê-la na sua coleira, com a qual ele já se acostumou e depois o soltarmos, arrastando-a por onde quiser. Logo ele não se preocupar mais, com a guia, já havendo se acostumado com ela, podemos iniciar o treinamento, para que ele, não só aceite a coleira e a guia, mas obedeça os comandos que lhe forem dados através delas.

E necessário, no entanto, tomarmos alguns cuidados quando seguramos o            cão, pela primeira vez, pela guia, para que ele não sofra física e psicologica­mente, quando perceber que está por ela contido porque, para ele, isso signifi­ca a perda da liberdade, que ele tanto preza. Por isso, e com todo o cuidado, para evitar problemas:

1-     chamamos normalmente o cão e quando ele chega, o recebemos com elogios e carinhos e o agradamos até com guloseimas;

2-     pegamos a guia e a prendemos na sua coleira, com a qual já está acostu­mado;

3-     com urna das mãos, seguramos a guia, mas sem a puxar;

4-     aos poucos e bem devagar, vamos puxando e encurtando a guia, até que, de repente. o cão percebe que está preso por ela. Devemos continuar falando e brincando com ele, além de o agradar;

5-     o cão começa, então, a sacudir a cabeça para os lados e a andar para trás, parando e tomando a andar “de ré”, tentando assim, se livrar da coleira e da guia;

6-     ele começa a rosnar, latir, ganir e também a correr, a dar pulos para os lados mas, ao mesmo tempo, sacudindo a cabeça;

7-     continuamos de frente para o cão, olhando para ele, lhe falando carinhosa­mente e vamos seguindo na mesma direção cru que ele, mas procurando, sem­pre, agradá-lo;

8-     geralmente, o cão vai se acostumando e quando o chamamos pelo nome, ele passa a nos seguir mas, de repente, toma a parar;

9-     se ele ficar parado, devemos falar com ele, agradá-lo, acariciá-lo e chamá­lo, pois ele começa a nos acompanhar e acaba se acostumando com a coleira e a guia, se esquece delas e passa a se comportar, normalmente;

10-   importante é não brigarmos, nunca, com o cão, castigá-lo ou arrastá-lo pela guia;

11-   com um dia de trabalho, geralmente, já conseguimos que o cão ande com a guia, normalmente.

Em pouco tempo, no entanto, basta lhe mostrarmos a coleira e a guia, para que ele, todo alegre, fique abanando a cauda, porque já sabe que vai dar um passeio. Quando percebe que o seu dono vai sair, muito cão chega até a ir buscar a coleira e o faz, também, quando quer passear.

 


 

Para o cãozinho se sentir bem

Para o filhote viver bem e feliz e se sentindo querido, no seu novo lar, deve ser tratado com todo afeto, carinho e demonstrações de simpatia e de amizade. Devemos dar-lhe, também, um certo conforto e uma boa alimen­tação. É preciso, ainda, que sejam respeitados alguns de seus hábitos e algu­mas regras sobre a sua maneira de ser e de agir como, P.ex.: não despertá-lo quando estiver dormindo, para não interromper o seu descanso; não ficar o dia inteiro brincando ou “mexendo” com ele, pois não é um brinquedo e necessita de calma e de uma certa privacidade; não ficar com ele no colo ou nos braços, apertando-o, durante muito tempo, exceto quando ele mesmo “pedir colo”; não deixar as crianças ficarem com ele o dia inteiro, porque ele também preci­sa de repouso, sossego e de privacidade para dormir, brincar e se distrair com os seus brinquedos, roer osso, etc.; estabelecer horários para a sua alimenta­ção, brincadeiras, exercícios e outras atividades; proporcionar-lhe exercícios diários, mas moderados; fazê-lo tomar Sol todos os dias, mas somente até às 10 horas da manhã ou depois das 4 horas da tarde, mas não em excesso, para que ele não seja prejudicado pelos efeitos dos raios solares.

Quando o filhote se comportar bem, inclusive e obedecendo as ordens que lhe são dadas, devemos fazer-lhe agrados, elogios e até recompensá-lo com guloseimas, o que estimula o vínculo entre o cão e o homem.

Se o filhote não tiver um contato cada vez maior, com outros cães, durante essa importante fase da sua vida, ele não pode desenvolver a habilidade social necessária para se encontrar com cães estranhos, mais tarde, quando já for adulto. Por esse motivo, é aconselhável que sejam providenciados constantes encontros seus com outros cães.

 


 

Transporte

Podemos levar o filhote para a nova casa e sem nenhum problema: no colo de uma pessoa; em uma caixa ou caixotinho de plástico, papelão ou madeira; em uma cesta, etc., desde que o seu fundo não seja escorregadio; que sejam forrados com papel ou jornal; que sejam bem ventilados e arejados, inclusive tendo furos, quando necessário, em suas paredes, na sua tampa ou na sua porta, para a circulação do ar.

Quando o transporte for de cano, o melhor é uma pessoa ir dirigindo o veículo e outra, de preferência, levando o filhote no colo, para lhe dar um maior apoio psicológico, porque ele se sente muito só e deslocado, fora da sua casa, em um ambiente desconhecido e ainda, em movimento. Se ele dormir, pode ser colocado no assoalho do carro, de preferência, sobre uma almofada, um pano ou um cobertor.

Quando a viagem for longa ou demorada, devemos dar algumas paradas para que o cãozinho possa beber água, se alimentar e fazer as suas necessidades. Nessas ocasiões, no entanto, não devemos deixá-lo ter contato com outros cães ou ficar em locais por eles freqüentados, para evitar que contraia alguma doença, pois ainda não terminou o seu esquema de vacinações.

Ele não deve, também, ser deixado sozinho, no carro, para evitar que fuja ou que seja roubado. As janelas do carro, quando o filhote estiver dentro dele, devem ficar um pouco abertas, para que não esquente muito no seu interior.

 


 

Gaiola especial

No caso de o cão, seja ele filhote ou adulto, viver dentro de casa, sua cama pode ser colocada no interior de urna gaiola especial, de arame galvani­zado ou de madeira, fibras, plástico, etc., e com uma porta para prendê-Io. Essa gaiola serve, também, para transportar o cão. O seu tamanho deve ser proporcional ao do cão que a está usando.

Não devemos colocar a comida dentro da gaiola, mas soltar o cão na hora das refeições, dos exercícios e para fazer as suas necessidades. Quanto à água, pode ser colocada em vasilhas ou potes especiais, dentro da gaiola; em garrafas com bicos especiais ou em bebedouros tipo mamadeira, com bicos automáticos, instalados em uru encanamento especial, na gaiola e que servem para cães de todas as idades, de filhotes a adultos.

CASINHA PARA O CÃO

Existem vários modelos e tamanhos de casinhas especiais para cães. Elas podem ser de alvenaria de tijolos, de cimento de madeira, etc. Devemos escolher uma casa resistente e com um tamanho adequado ao do cão que vai abrigar. Além disso, deve ser protegida por cortinas ou portas especiais, do Sol, dos ventos e das chuvas.

Quanto à sua localização, ela pode ser colocada:

1. em um terreno aberto, e o cão solto, dentro dele;

2. em um terreno cercado, com o cão livre, dentro dele;

3. em um terreno que pode ou não, ser fechado por cercas, ficando o cão preso por sua corrente, a um cabo aéreo, pelo qual ela desliza, o que proporciona uma área maior para o cão andar, correr, fazer exercícios e vigiar o local em que se encontra.

Devido à sua estrutura e resistência, além de possuir uma densa camada de pêlos e de ser muito resistente ao frio, o Labrador se adapta, perfeitamente, à vida fora da casa do seu dono, desde que tenha uma casinha adequada para abrigá-lo e protegê-lo do Sol, do frio, dos ventos e das chuvas.

 


 

Evitar perigos

Os cãezinhos são muito ágeis, vivos, espertos. muito brincalhões e gostam de correr e de pular. Eles têm mania de morder, mastigar e de engolir o que encontram, inclusive pedras, plásticos, etc., que lhes podem causar uma série de problemas ou de distúrbios, muitas vezes graves, como obstruções ou Perfurações no seu aparelho digestivo, intoxicações e até a sua morte. É preferível portanto, prevenir, diminuindo ou evitando esses problemas.

Devemos, para isso: colocar peças especiais para proteger tomadas, fios elétricos e telefônicos ou não deixá-los ao alcance dos filhotes, para que eles não os mordam, mastiguem e estraguem e, o que é pior, engulam pedaços desses materiais ou tomem choques elétricos, que podem até matá-los; não deixar ao alcance dos filhotes, alfinetes, agulhas, caroços de frutas duros ou cortantes, como os de pêssegos, p. ex., ou outros objetos muito pequenos, inclusive bolas, para evitar que eles os engulam, se engasguem com eles e fiquem sufocados ou asfixiados sendo, às vezes, necessária uma cirurgia para extraí-los do seu aparelho digestivo ou então para evitar que eles, os ingerindo, se intoxiquem; não deixar medicamentos, inclusive de uso huma­no, a seu alcance, para que eles não os mastiguem e até os engulam; não lhes dar brinquedos ou outros materiais sintéticos ou plásticos, entre os quais espuma de isopor, borracha natural ou sintética, bichinhos de pelúcia sinté­tica, folhas ou lâminas plásticas, saquinhos de bombons, balas, doces, etc., porque eles não os digerem, podendo se intoxicar e até morrer, por obstrução das suas vias digestivas; não deixar lâmpadas, resistências ou fenos elétricos ligados, cigarros, velas ou fogões acesos, etc., para evitar que eles levem choques ou se queimem, às vezes, gravemente; manter sempre fechadas, por­tas, portões e janelas, para que os cãezinhos não fujam; não deixar abertas, janelas, sacadas ou varandas, para eles não caírem delas, podendo se ferir gravemente e até morrer; evitar o seu acesso a escadas, para que não levem tombos ou que rolem por elas, sofrendo lesões graves, fraturas etc.; instalar grades de segurança que não permitam a passagem dos filhotes, para que não fujam e para que não sofram acidentes; impedir o seu acesso a uma piscina, um lago ou um tanque porque, mesmo sabendo nadar, eles podem não con­seguir deles sair, nadem até se cansarem e morram afogados; cuidado quan­do forem passear, porque pegam tudo o que encontram por onde andam; na volta do passeio, devemos examinar bem, o cão, para verificar se ele ficou sujo ou se machucou, principalmente nas patas e nos pés, com cacos de vidros, latas, etc.

 


 

Local para fazer necessidades

Desde pequeno, o cãozinho não urina ou defeca, mais, na sua cama, dentro da casa do seu dono, na sua casinha ou nos lugares em que, normal­mente permanece, fazendo as suas necessidades em outros locais. Quando, no entanto, chega a uma nova casa, devemos mostrar-lhe o novo local a isso destinado, ou seja, o seu novo “banheiro”. O melhor é ensiná-lo a fazer as necessidades sobre um jornal, um tabuleiro ou caixotinho forrado com papel, jornal ou uma camada de areia no fundo, colocado sempre, à sua disposição, no mesmo lugar.

Para que aprenda, no entanto, a usar o jornal ou o tabuleiro, ele deve ser levado a esses lugares:

1.     pela manhã, assim que é retirado da sua cama;

2.     logo após as refeições, porque ele, normalmente, defeca logo que termina de comer e

3.     quando, de repente, ele começa a cheirar o chão como se estivesse procurando alguma coisa Desde que seja ensinado, ele se acostuma e passa, em poucos dias, a fazer as suas necessidades, somente no local a isso destinado.

Os cães maiores e os adultos, no entanto, devem ir ao “banheiro”:

1.     bem cedo, pela manhã e

2.     à noite, o mais tarde, possível.

É muito importante não nos esquecermos de que o cão não deve ser castigado quando “suja” onde não deve como, p. ex., num tapete, porque ele não compreende que é um castigo pelo que fez e sofre sem saber porque. Pelo mesmo motivo, não devemos, também, esfregar o nariz do cão, nas suas fezes, porque isso não resolve nada. Quando, porém, o pegamos em flagrante, sujando onde não pode, devemos, zangados, dar-lhe as ordens “NÃO” e “FORA”, para que ele compreenda que não pode sujar naquele local.

 


 

Manejo do Filhote

Ele exige determinados cuidados como, por exemplo:

1.     dos 20 a 30 dias de idade, em diante, deve começar a tomar Sol. todos os dias mas somente até às 10 horas da manhã ou depois das 4 horas;

2.     alimenta-lo regularmente. sempre no mesmo horário, retirando o seu prato de comer, para que mais tarde. ele não coma restos de comida estragada a que lhe fazem mal, provocando diarréias, intoxicações, etc.;

3.     aos 2 meses de idade já pode tomar o seu 1º banho, mas com água morna e nunca com água fria e, de preferência, em dias não muito frios. Depois do banho deve ser enxugado com uma toalha felpuda e depois com um secador elétrico para ficar bem seco. Pode ser colocado, para secar em um aquecido com uma lâmpada elétrica ou até mesmo, ao Sol;

4.     não deixa, depois do banho, ele fique no frio ou tome vento;

5.     com 2 meses de idade: colocar uma coleira no seu pescoço;

6.     aos 3 meses de idade, verificar a troca dos dentes de leite pelos definitivos com essa idade, ele já pode fazer pequenos passeios;

7.     com 4 meses, já deve iniciar os treinamentos básicos de obediência e já pode entrar em concursos, nas exposições;

8.     aos 6 meses de idade devemos começar o seu treinamento para determinadas missões ou serviços especiais ou não;

9.     com 10 meses de idade, já pode começar o seu treinamento para guarda.

 


 

Higiene

Todos os locais em que os cães ficam, devem ser bem limpos. Devemos também, manter neles, a higiene mais rigorosa possível, sendo necessário para isso, todos os dias, lavar e até desinfetar, todos os pratos, comedouros e bebedouros; limpar e lavar, muito bem, todas as instalações, para que fiquem bem limpas e depois, desinfetá-las rigorosamente.

É necessário também, diariamente, fazermos um bom exame nos ninhos e nas camas, limpando-os muito bem e se preciso, trocando a sua forração, para que seja neles mantida uma boa higiene.

FILHOTE QUE URINA EM QUALQUER LUGAR

Um filhote urinar em qualquer lugar, é muito comum. O interessante é que ele o faz nas mais diversas circunstâncias como, P.ex.: quando fica assus­tado ou com medo; quando é repreendido; quando zangamos com ele; quando o chamamos e quando recebe carinhos, inclusive do seu dono, ficando todo alegre, contente e feliz. Em diversas outras circunstâncias ele pode urinar do mesmo modo. Não devemos castigá-lo nem repreendê-lo, por isso, por se tra­tar de um ato fisiológico normal e que ele não pode controlar, provocado pelo seu esfincter que se relaxa, deixando passar a urina. Por esse motivo, seria uma grande injustiça castigar o cãozinho porque ele urina onde não deve.

Esse problema desaparece com a idade.

Quando, no entanto, um cão maior ou adulto urina sempre, no mesmo lugar, isso significa que ele o faz, como faziam os seus antepassados selva­gens, para demarcar o seu “território”, evitando que outros cães o invadissem. Nesse caso, devemos desinfetar o local, usando um produto com cheiro bem forte, para mascarar o cheiro da sua urina, fazendo com que ele não mais urine nesse lugar.

 


 

Passeio com ou sem guia

Antes de o filhote completar 5 meses de idade não há, normalmente, necessidade de levá-lo para passear, porque os exercícios que faz em casa, são suficientes para o seu preparo físico.

Para o cão, o melhor seria sair sem a guia, solto e livre para correr durante os seus passeios. Isso no ‘entanto, não é recomendável, não só para o cão, mas também para o seu dono, porque poderia causar sérios problemas, entre os quais: o cão pode se perder ou fugir; avançar nas pessoas, assustando-as ou as atacando, mordendo e ferindo, o que seria lamentável para as vítimas e que poderia ser muito prejudicial a seu dono, pois este é, perante a lei, o responsável por todos os atos do seu cão e pelos danos por ele causados.

Já existem, atualmente, leis, decretos e portarias que proíbem os cães de saírem a rua e de freqüentarem locais públicos sem estarem com coleira, guia e até focinheira, para evitar que mordam as pessoas que deles se aproximem. Não há dúvida alguma de que o melhor. mesmo. é sair com o cão contido pela guia, presa à coleira e ainda, com uma focinheira.

Quando, no entanto, houver possibilidade para isso, devemos soltar o cão, para que ele fique à vontade, andando e correndo, livre, fazendo um bom exercício e para que ele se sinta feliz, com a sensação de liberdade.

 


 

Cama para Cãozinho

Chegando à sua casa, o filhote já deve encontrar, “pronta”, para ele, a sua nova cama. Ela pode ser um simples cobertor, um forro acolchoado, uma caixa de papelão, plástico ou madeira ou apenas um caixotinho, de preferên­cia com tampa e colocado em um local bem abrigado.

A cama pode ser retangular ou quadrada, com a frente baixa, para o filhote sair e entrar com maior facilidade e deve ter pés, para não ficar apoia­da diretamente sobre o chão, evitando que fique úmida e para que o vento passe, canalizado, por baixo dela.

Sendo as paredes da cama, de madeira, elas devem ser bem lisas, sem famas, rebarbas ou lascas, para não ferirem o filhote e até a cadela. Elas não devem também, ser pintadas ou revestidas com material colado, porque o cãozinho, normalmente, pode roer a cama, arrancar e ingerir pedaços desses materiais, inclusive cola, o que lhe pode provocar intoxicações ou problemas no aparelho digestivo e até a sua morte.

Para o filhote, no entanto, a cama não é somente um lugar para dormir mas principalmente, o seu refúgio, o seu “cantinho”, pois é nela que ele se recolhe para ficar só, para descansar e no qual ele se sente em segurança. E um verdadeiro “esconderijo”, para o qual carrega tudo o que encontra e no qual esconde seus brinquedos, ossos artificiais, bolas, etc. Ela deve ser forra­da com papéis, jornais, pano ou cobertores de algodão ou de lã natural. Não devemos usar, para isso, tecidos ou lâminas de plástico ou de outros materiais sintéticos. Podemos também, nela colocar um acolchoado ou um colchão, desde que não sejam de material sintético, come os plásticos.

Existem vários modelos de camas especiais para filhotes e que podem ser encontradas no comércio.

Quando o filhote não gostar do lugar em que ficou a sua cama, devemos mudá-la para outro local.

 


 

O labrador a mesa

O Labrador, principalmente por ser guloso, deve ser mantido longe da mesa na hora das refeições do seu dono e da sua família, porque sempre lhe dão, para comer, pedaços de pão, de doces e de comida, o que atrapalha, muito, o seu regime alimentar e o faz engordar além do normal.

O problema seria menor, se ele ficasse, apenas, esperando “os pedaci­nhos” de guloseimas. Isso, no entanto, não é o que acontece, porque ele, com aquele olhar suplicante, fica pedindo ou até implorando, mesmo, como se fosse o cão mais infeliz do mundo. Sua expressão de “coitadinho” vai inco­modando cada vez mais e ninguém consegue resistir a essa verdadeira chamada sentimental” e lhe dá as cobiçadas guloseimas, o que, repetimos, lhe faz muito mal, porque ele tem tendência a engordar.

A psicologia canina funciona nessas condições, pois o cão consegue persuadir as pessoas e ainda escolhe as mais moles”. Esse é mais um motivo ara não deixarmos o cão ficar rondando a mesa e que a isso se acostume, porque esse problema é bem maior do que parece.

 


 

Alimentação do Filhote

    Ela pode ser caseira, preparada pelo próprio dono do filhote, em sua casa, ou então comercial, especial para filhotes e adquirida já pronta, geral­mente como ração balanceada. Em ambos os casos, no entanto, ela deve ser completa, com todos os ingredientes necessários.

    Como o filhote de Labrador come muito, pois é guloso, é preciso contro­lar a sua quantidade de alimentos, para que ele não engorde muito ou se de­senvolva muito acima do normal, o que sobrecarregaria o seu aparelho ósseo. ainda não consolidado e sem uma boa resistência para suportar o peso do animal e os esforços extras dele exigidos. E preferível, mesmo, que o filhote esteja até um pouco abaixo da média, a que ele atinja um crescimento e um peso excessivos. Por esses motivos, é aconselhável controlar o desenvolvi­mento do filhote, pesando-o todos os dias, durante o seu 1º mês de idade e depois, 3 vezes por semana, até à desmama.

    Normalmente, o filhote Labrador aumenta 700 gramas por semana.

    Devemos dar a comida durante 20 a 30 minutos e depois retirar o come­douro, mesmo que o filhote não a coma, para que ele tenha um determinado horário para as refeições.

 

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Usamos e Recomendamos:

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