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Aquisição

Escolha do filhote l Escolha do sexo l Aquisição do filhote l Documentação

 


 

Escolha do Filhote

Quando vamos escolher um filhote, em uma ninhada, devemos observar o seu comportamento em relação à cadela e aos outros filhotes, seus irmãos, porque isso nos revela importantes elementos sobre a sua vida em geral, como o seu temperamento, a sua saúde, o seu desenvolvimento, etc.

Devemos saber, para melhor compreendermos esse assunto, que os filhotes, logo que nascem, procuram as tetas da cadela e começam a mamar. Passam, então, a lutar por elas. Como são os mais fortes que vencem a compe­tição, são eles que bebem mais leite e vão ficando cada vez mais fortes e maiores, comparados aos seus irmãos.

A hierarquia é outro fator da máxima importância na vida da ninhada. Os seus efeitos já começam a ser sentidos quando os filhotes estão com 30 dias de  idade e começam a lutar pelo osso que receberam para brincar. Pode­mos mencionar, como um exemplo dessa hierarquia, o fato de os machos irem, aos poucos, dominando as fêmeas e assumindo o seu lugar no grupo, o que os cães respeitam, durante toda a sua vida.

Os filhotes da mesma ninhada podem variar, muito, em relação aos seus temperamentos e às suas personalidades. Por esse motivo, nela encontramos cãezinhos valentes; agressivos; tímidos; medrosos; nervosos e até covardes ou com problemas psíquicos. Por esse motivo, podemos fazer as mais variadas escolhas, de acordo com as necessidades ou o destino do filhote como, p. ex.: um mais calmo e tranqüilo, quando se destina a crianças; um esperto ou mais vivo, quando for para a caça e uma fêmea ou um macho, com as caracterís­ticas raciais bem acima da média, quando se destinarem à reprodução ou apresentação em exposições.

Os filhotes costumam ficar disputando um brinquedo, um osso ou um pedaço de carne, o que é normal e faz parte da sua forma cão. Quando isso ocorrer não devemos intervir para separá-los ou tomar-lhes o objeto da disputa, pois eles mesmos é que têm que resolver esses problemas porque esse compor­tamento faz parte da natureza dos cães e não devemos querer alterá-los.


 

Escolha do sexo

Quando vamos adquirir um cão e ainda não decidimos de que sexo será ele, devemos nos lembrar de que o macho, normalmente, é maior, mais pesado, mais forte, mais abrutalhado, mais rústico, mais duro, suas feições são menos qualificadas e ele é menos carinhoso e meigo e menos dado a brincadeiras do que fêmea.

Quanto ao seu comportamento, os machos labradores são apenas um pouco mais dominantes, sendo a diferença entre os sexos, muito pequena. “Embora os machos tenham uma natureza mais voluntariosa, sendo um pouco mais teimosos ou ‘cabeças-duras” e desobedientes do que as fêmeas labradores. Embora sejam um pouco diferentes dos machos de outras raças, os machos labradores não são muito mais agressivos do que as fêmeas. Eles, no entanto, podem ser firmes com outros machos, por instinto, para que haja o domínio de um chefe, Como ocorria com os seus antepassados selvagens.

Quanto a sociabilidade, os machos labradores não têm boas relações e não convivem bem com outros machos, como ocorre, também, em outras ra­ças. Com as fêmeas, no entanto, geralmente não há problemas, mesmo que sejam de outras raças.

Se pudermos manter sempre, um controle sobre o animal pode adquirir uma fêmea, porque ela não correrá o risco de um acasalamento indesejável mas, se não pudermos fazê-lo, o melhor é levarmos um macho.

Naturalmente, quando estiver no cio, a fêmea deve ser mantida isolada de outros cães, principalmente machos. Não devemos, inclusive, levá-la para passear porque, certamente será acompanhada por vários machos, atraídos pelo cheiro especial que exalam as cadelas quando estão no cio. Quanto à fêmea, ela é mais atenciosa, dócil, carinhosa e gosta mais de brincar, do que o macho. Muitos machos, no entanto, são excelente companheiros e tratam as pessoas tão bem quanto as fêmeas, o que, logicamente, depende do seu temperamento.

A escolha do sexo depende, portanto, do desejo do comprador ou da sua maior simpatia por um dos filhotes da ninhada que ele está examinando. Quando a pessoa deseja fazer uma criação ou possuir um filho do cãozinho que está adquirindo, o melhor é escolher uma fêmea, porque será fácil conseguir um bom macho, para acasalá-la, pagando uma “taxa de serviço”, ou mesmo por empréstimo. Devemos nos lembrar, também, de que não há diferença entre o macho e a fêmea, quanto ao seu grau de treinabilidade, que é muito elevado na raça Retriever do Labrador que se distingue, também, pela grande vontade que têm os seus cães, de trabalhar e de treinar. As fêmeas, no entanto, são considera­das, muitas vezes, mais fáceis de treinar e menos desobedientes do que os machos. Elas são consideradas, também, como mais agradáveis com outros cães, do que os machos. Normalmente, a castração tem, também, um pequeno efeito na personalidade da fêmea.


 

Aquisição do filhote

Quando adquirimos um Labrador, seja puro, seja ou não de um criador, devemos exigir do vendedor, a tarjeta, que é documento oficial, expedido por uma entidade cinológica, garantido a sua pureza de raça. Quando o cão se destinar a reprodução ou a ser apresentado em exposição, além de ser puro, ele deve apresentar um elevado padrão racial, bem acima da média.

Nesses casos, normalmente, o seu preço é muito mais alto do que o de um bom exemplar, mas com padrões raciais dentro da média da raça . Além disso, como o cão é sujeito à displasia coxofemural, devemos pedir uma radiografia tirada a partir dos 2 meses de idade do cão, para diminuirmos os riscos de adquirimos um filhote displásico, além de exames para atrofia progressiva e retina. É aconselhável que seja verificado, também, se há casos de doença, nos ancestrais da ninhada.


 

Documentação

Quando adquirirmos um cão, devemos exigir do vendedor, um recibo de compra e venda do animal, para garantirmos a sua posse e para podermos fazer futuras reclamações e a tarjeta, que é um certificado de registro, expe­dido por uma entidade cinológica oficial e que comprova ser o cão, um exem­plar puro de determinada raça.

 

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